Tigst Assefa venceu a maratona de Berlim neste domingo (27), mas não conseguiu superar o recorde mundial da prova. A etíope sofreu com cãibras nos dois quilômetros finais e completou o percurso em 2h11min04s, depois de chegar a estar em ritmo para estabelecer a melhor marca da história.
Medalhista de prata na Olimpíada de Paris 2024 e ex-recordista mundial, Assefa conquistou seu terceiro título em Berlim. No quilômetro 35, tinha 20 segundos de vantagem em relação ao ritmo necessário para bater o recorde.
A marca a ser superada era de 2h09min56s, estabelecida pela queniana Ruth Chepngetich. Assefa passou pela metade da prova dentro do ritmo necessário e abriu vantagem sobre as demais competidoras. No trecho final, porém, teve dificuldade para manter a velocidade. As cãibras fizeram com que perdesse a vantagem, mas ela seguiu até a chegada, caminhando com dificuldade, e caiu no chão após cruzar a linha.
Centenas de milhares de torcedores acompanharam a tentativa pelas ruas da capital alemã, em uma manhã ensolarada. Assefa não teve concorrência desde o início, mas reduziu o ritmo nos quilômetros finais.
O pódio feminino foi completado por outras duas etíopes: Bedatu Hirpa ficou em segundo lugar e Dera Dida, em terceiro. As cinco primeiras colocadas eram da Etiópia.
Na prova masculina, Guye Adola venceu com o tempo de 2h02min50s. Gemechu Dida, também da Etiópia, terminou em segundo, e o tanzaniano Gabriel Geay ficou na terceira posição.
