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Buser não poderá mais vender passagens individuais de ônibus, se essa lei for aprovada

A Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que pode mudar significativamente o funcionamento do transporte fretado no Brasil. A proposta estabelece que empresas desse setor não poderão mais vender passagens individuais, o que pode impactar diretamente plataformas

Ônibus rosa da empresa Buser estacionado, representando o modelo de fretamento colaborativo sob risco de nova legislação.
Projeto de lei em tramitação pode proibir a Buser de comercializar assentos individuais em viagens intermunicipais.

A Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que pode mudar significativamente o funcionamento do transporte fretado no Brasil. A proposta estabelece que empresas desse setor não poderão mais vender passagens individuais, o que pode impactar diretamente plataformas como a Buser.

O texto aprovado altera a legislação vigente para reforçar a distinção entre o transporte fretado, considerado privado, e o transporte público regular, impondo limites mais rígidos à atuação dessas empresas.

O principal ponto da proposta é a exigência de que o fretamento seja destinado exclusivamente a grupos previamente formados. Na prática, isso impede a comercialização de assentos individuais para passageiros avulsos, modelo que popularizou o serviço da Buser nos últimos anos.

De acordo com o projeto, o pagamento deve ser feito pelo grupo ou entidade responsável pela viagem, e não por cada passageiro de forma separada. A medida busca evitar que o fretamento funcione como uma alternativa informal ao transporte rodoviário regular.

Novas regras para operação

Além da restrição à venda individual, o texto estabelece outras regras para o setor:

  • As viagens não poderão ter paradas para embarque ou desembarque de novos passageiros ao longo do trajeto;
  • Empresas poderão utilizar aplicativos e plataformas digitais, mas deverão seguir normas semelhantes às de agências de turismo, caso não sejam proprietárias da frota;
  • Fica proibido o transporte de mercadorias nos veículos fretados.

Segundo o relator do projeto, a proposta tem como objetivo dar mais segurança jurídica e organizar o mercado diante do crescimento das plataformas digitais de transporte.

Próximos passos no Congresso

O projeto ainda não está em vigor. A proposta segue agora para análise da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Se aprovada, será encaminhada ao Senado antes de eventual sanção presidencial.

Em nota, a Buser informou que acompanha a tramitação “com atenção” e destacou que o texto ainda passará por etapas importantes no Congresso Nacional. A empresa defende que seu modelo amplia o acesso ao transporte e oferece preços mais competitivos aos usuários.

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