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BTG vê espaço para alta da Bolsa e recomenda dois ETFs

O banco aponta baixa exposição de investidores à Bolsa e destaca que o BZEQ11 acompanha índice também usado como referência pelo EWZ.

BTG vê espaço para alta da Bolsa e recomenda dois ETFs

Mesmo após o Ibovespa renovar máximas históricas em 2026, o BTG Pactual avalia que a bolsa brasileira pode continuar avançando. O banco aponta ações negociadas abaixo de médias históricas e baixa exposição de investidores locais e estrangeiros ao país.

Na avaliação do BTG, a Bolsa brasileira está abaixo de sua média histórica de preço sobre lucro (P/L) e mais barata do que mercados como Estados Unidos, Europa, Índia, Taiwan, México e China. Uma melhora na percepção fiscal e a continuidade da queda dos juros também poderiam favorecer empresas listadas.

Os fundos locais tinham 8,9% do patrimônio aplicado em ações em agosto deste ano. O percentual supera os 7,8% de 2024, mas fica abaixo dos 15,2% registrados em 2020 e dos 22% de 2007.

Entre investidores estrangeiros, a participação do Brasil em fundos de mercados emergentes recuou para 5,81% em agosto, ante 7,59% em março. Para o BTG, a exposição reduzida pode abrir espaço para recomposição das carteiras se o cenário brasileiro continuar melhorando.

Para acompanhar uma possível valorização da bolsa, o banco recomenda dois ETFs negociados na B3. O IBOB11 replica o Ibovespa; o BZEQ11, lançado recentemente, acompanha o MSCI Brazil 25/50, índice usado como referência pelo EWZ, principal ETF brasileiro negociado nos Estados Unidos.

Segundo o relatório, os dois ativos têm configuração técnica positiva e podem se beneficiar caso a entrada de recursos na bolsa ganhe força.