# Brasileiros devem receber novo benefício que vai funcionar como um “salário indireto” em 2026

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- Published: 2026-05-07T21:38:36-03:00
- Author: Felip trends

Estudo de pesquisadores da Universidade de Brasília (UnB) e da Universidade Federal
do Rio de Janeiro (UFRJ) aponta que a implementação da Tarifa Zero no transporte
público das capitais brasileiras poderia injetar mais de R$ 60 bilhões por ano na
economia e [funcionar](https://nordeste7.com.br/dono-do-instagram-mark-zuckerberg-confirma-decisao-e-aplicativo-tem-data-para-deixar-de-funcionar-no-brasil/)
como uma espécie de “[salário](https://nordeste7.com.br/idosos-aposentados-ha-menos-de-1-ano-nao-vao-receber-o-13o-salario-em-abril/)
indireto” para milhões de trabalhadores.

Uma pesquisa inédita divulgada nesta semana por especialistas colocou novamente 
em debate a possibilidade de implantação da Tarifa Zero no transporte público brasileiro.
Segundo o levantamento, a gratuidade nos ônibus, metrôs e trens urbanos das 27 capitais
e regiões metropolitanas teria potencial para movimentar R$ 60,3 bilhões anuais 
na economia, valor comparável aos principais programas sociais do país.

O estudo faz parte da pesquisa “Tarifa Zero e suas possibilidades de expansão no
Brasil”, coordenada pelo professor Thiago Trindade, do Instituto de Ciência Política
da UnB. O material aponta que a medida poderia funcionar como uma espécie de [benefício](https://nordeste7.com.br/mulher-e-punida-por-mentir-renda-no-bolsa-familia-e-receber-beneficio-de-r-128-mil/)
indireto mensal para trabalhadores e famílias de baixa renda, já que reduziria significativamente
os gastos com deslocamento diário.

De acordo com os pesquisadores, o valor médio das passagens urbanas no país gira
em torno de R$ 4,50. Com isso, um trabalhador que utiliza transporte público diariamente
poderia economizar entre R$ 8 e R$ 10 por dia apenas com ida e volta ao trabalho,
o que representaria um alívio importante no orçamento doméstico ao longo do mês.

## **Impacto econômico e redução das desigualdades**

O levantamento compara o potencial distributivo da Tarifa Zero ao de programas sociais
consolidados. Segundo os dados apresentados, o Bolsa Família movimenta atualmente
cerca de R$ 57,9 bilhões anuais nas capitais e regiões metropolitanas, enquanto 
a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda para salários de até R$ 5 mil
representaria uma economia estimada de R$ 25,4 bilhões aos trabalhadores.

Os pesquisadores defendem que a gratuidade no transporte não deve ser vista apenas
como uma política de mobilidade urbana, mas também como ferramenta de redistribuição
de renda e combate às desigualdades sociais. O estudo destaca ainda que o peso do
transporte público é proporcionalmente maior para famílias de baixa renda, moradores
das periferias e população negra.

Segundo Thiago Trindade, a cultura brasileira ainda associa o direito de circulação
à capacidade financeira da população. Para os autores, a Tarifa Zero poderia alterar
essa lógica e ampliar o acesso da população às cidades, ao emprego, ao lazer e aos
serviços públicos.

O estudo também mostra preocupação com a crise do transporte coletivo no Brasil.
Entre 2013 e 2023, o setor perdeu cerca de 30% dos passageiros, enquanto a frota
de carros cresceu 44% e a de motocicletas aumentou 58% no mesmo período.

## **Governo federal avalia viabilidade**

O debate sobre a implantação nacional da Tarifa Zero ganhou força dentro do governo
federal nos últimos meses. Em fevereiro, o então ministro das Cidades, Jader Filho,
confirmou que o governo estudava alternativas para viabilizar a gratuidade no transporte
público urbano em todo o país.

Segundo ele, por determinação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o Ministério
da Fazenda iniciou análises sobre possíveis modelos de financiamento do sistema.
Entre as alternativas debatidas pelos pesquisadores está a substituição do vale-
transporte por uma contribuição fixa das empresas, inspirada em modelos já utilizados
na França.

Um estudo anterior estimou que o custo anual da gratuidade universal em ônibus urbanos
nas cidades com mais de 50 mil habitantes ficaria em torno de R$ 78 bilhões. Quando
incluídos metrôs, trens e VLTs, o valor poderia variar entre R$ 90 bilhões e R$ 
93 bilhões por ano.

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