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Bilionário brasileiro tem um iate gigante avaliado em R$ 500 milhões

Discreto fora dos holofotes, mas protagonista quando o assunto é patrimônio, o homem mais rico do Brasil voltou a despertar curiosidade internacional ao adquirir um megaiate avaliado em cerca de R$ 500 milhões. A embarcação, considerada uma das mais sofisticadas já associadas a um brasileiro,…

Discreto fora dos holofotes, mas protagonista quando o assunto é patrimônio, o homem mais rico do Brasil voltou a despertar curiosidade internacional ao adquirir um megaiate avaliado em cerca de R$ 500 milhões. A embarcação, considerada uma das mais sofisticadas já associadas a um brasileiro, passou a simbolizar não apenas riqueza, mas também uma nova forma de viver o luxo: menos ostentação pública e mais exclusividade.

O investimento ocorreu em um momento marcante. Em 2020, após a morte do banqueiro Joseph Safra, o empresário assumiu o topo do ranking dos bilionários brasileiros. Segundo estimativas da revista Forbes, sua fortuna chegou a R$ 105 bilhões, colocando-o também entre os 100 homens mais ricos do mundo.

Mesmo com tamanho poder financeiro, o empresário sempre evitou a exposição pessoal. Raramente concede entrevistas e mantém a vida privada longe da mídia. Justamente por isso, a compra do megaiate repercutiu tanto, sobretudo na imprensa europeia especializada em embarcações de luxo.

O iate, batizado de Anawa, foi registrado sob bandeira das Ilhas Bermudas e rapidamente se destacou entre os maiores do país. Com 62 metros de comprimento, ele superou em 20 metros o então maior iate particular brasileiro.

Um novo conceito de embarcação

Construído pelo estaleiro holandês Damen, o Anawa foi lançado ao mar em julho de 2020 e inaugurou a linha Seaxplorer. Trata-se de uma geração de iates chamada de “exploratória”, projetada para longas travessias e acesso a regiões remotas, sem abrir mão do conforto.

O design foge do padrão clássico dos superiates. A embarcação lembra mais um pequeno navio, preparada para enfrentar condições adversas em alto-mar. O projeto inclui varandas externas, amplas áreas de circulação e até um heliponto, reforçando a combinação entre funcionalidade e sofisticação.

Custos altos, impacto mínimo

Manter uma estrutura desse porte não é barato. De acordo com o site SuperYachtFan, o custo anual de manutenção do Anawa supera os R$ 30 milhões, considerando tripulação, combustível, seguros e revisões técnicas.

Para o bilionário, no entanto, esse valor representa pouco diante do tamanho de seu patrimônio, funcionando mais como um detalhe do estilo de vida do que como um gasto relevante.

Travessia que confirmou o dono

Após meses de testes entre julho e outubro de 2020, o megaiate deixou a Holanda e cruzou o Oceano Atlântico rumo ao Caribe. Durante a viagem, sistemas de rastreamento marítimo e reportagens especializadas passaram a associar oficialmente a embarcação ao empresário brasileiro.

Na época, o Anawa foi visto em rota para o porto de Georgetown, na Guiana, após uma parada na ilha de St. Thomas, consolidando sua estreia em águas internacionais.