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Dinheiro

Beneficiários do Bolsa Família representam 85,2% do saldo de vagas CLT desde 2023, aponta FGV

Estudo da FGV aponta que beneficiários do Bolsa Família representaram 85,2% do saldo de empregos formais criado no Brasil desde 2023.

Beneficiários do Bolsa Família representam 85,2% do saldo de vagas CLT desde 2023, aponta FGV

Beneficiários do Bolsa Família responderam por 4,58 milhões do saldo de empregos com carteira assinada criado no Brasil desde 2023, o equivalente a 85,2% das 5,38 milhões de vagas formais abertas no período. Os dados são de um estudo do Centro de Estudos Empíricos em Economia da Fundação Getulio Vargas (CEEE-FGV), divulgado nesta semana.

O levantamento considera o saldo de empregos — a diferença entre contratações e desligamentos — entre trabalhadores inscritos no programa. Segundo o estudo, de janeiro de 2023 a julho de 2026, foram feitas 91,8 milhões de contratações CLT no país. Desse total, 15,4 milhões, ou 16,7%, eram de pessoas que recebiam o Bolsa Família.

No mesmo período, 86,4 milhões de pessoas foram demitidas ou se desligaram de seus empregos. Entre elas, 10,8 milhões, ou 12,5%, eram beneficiárias do programa. A proporção maior de participantes nas contratações do que nos desligamentos contribuiu para o saldo positivo registrado pelo grupo.

“Em conjunto, os dados sugerem que a expansão recente do emprego formal incorporou de forma relevante a população inscrita no CadÚnico e foi especialmente importante para beneficiários do Bolsa Família”, afirma o relatório Inserção dos Beneficiários do Bolsa Família no Emprego Formal, assinado pelos pesquisadores Valdemar Pinho Neto e Luiz Gustavo Barbosa.

O estudo utilizou dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), base oficial do Ministério do Trabalho sobre movimentações em postos com carteira assinada. As informações foram cruzadas com registros do Cadastro Único (CadÚnico), que reúne dados de pessoas de baixa renda aptas a receber programas sociais.