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Beija-flores entram em torpor à noite para economizar energia

A queda da temperatura corporal e dos batimentos ajuda as aves a conservar energia. Abrigos protegidos do vento também podem favorecer noites mais seguras.

Beija-flores entram em torpor à noite para economizar energia

Durante a noite, beija-flores podem reduzir drasticamente a atividade do organismo e entrar em torpor, um estado semelhante a uma hibernação breve. A queda da frequência cardíaca e da temperatura corporal diminui o consumo de oxigênio e ajuda a ave a preservar energia até o amanhecer.

A adaptação é importante para animais cujo metabolismo acelerado exige reposição constante de energia. Os batimentos cardíacos dos beija-flores podem ultrapassar mil por minuto, e o gasto associado aos voos rápidos e cheios de manobras torna a reserva acumulada durante o dia essencial para atravessar a noite.

No torpor, a ave pode ficar imóvel e sem reagir a estímulos do ambiente. A redução do funcionamento do organismo contribui para que ela conserve gordura corporal, necessária para o despertar matinal, inclusive em noites frias ou em locais com maior oscilação de temperatura.

Escolha do abrigo

Para passar a noite, os beija-flores procuram poleiros protegidos do vento e afastados de predadores noturnos. Entre os locais descritos estão ramos internos de arbustos densos, galhos finos em pontos elevados e folhagens largas, que podem oferecer proteção contra chuva e sereno.

Jardins com flores, arbustos densos e árvores com boa cobertura de folhas podem favorecer a alimentação e oferecer abrigo. Evitar produtos químicos nas plantas ajuda a preservar o néctar disponível e reduz riscos à saúde das aves. A vegetação nativa com floração constante também é apontada como fonte de energia para esses pequenos pássaros.