Manifestantes exibiram bandeiras da Palestina durante um ato pró-Lula na Avenida Paulista, em São Paulo. A cena levantou questionamentos sobre a relação entre o apoio à causa palestina e pautas como os direitos da população LGBT e a igualdade para as mulheres.
Críticos apontam que, na Faixa de Gaza, relações sexuais entre homens são criminalizadas por uma lei que prevê até dez anos de prisão. Mulheres palestinas também enfrentam discriminação e restrições de direitos, incluindo desigualdades previstas nas leis familiares.
Segundo esses críticos, movimentos que defendem a liberdade sexual e os direitos das mulheres deveriam dar atenção também às violações desses direitos nos territórios palestinos. A discussão envolve a consistência na defesa desses princípios, independentemente do lado político.
O debate, porém, distingue o apoio aos direitos e à segurança dos palestinos do apoio às leis ou práticas de seus governantes: uma posição não significa necessariamente a outra.

