# Banco é condenado por cobrança com ligações no trabalho e ameaça de demissão

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- Published: 2026-09-16T12:58:38-03:00
- Author: Felip trends

Um banco foi condenado pela Justiça a pagar R$ 5 mil por danos morais a uma consumidora
submetida a cobranças repetidas no local de trabalho. Segundo o caso, as ligações
tinham tom grosseiro e incluíam ameaça de demissão caso a pendência financeira não
fosse resolvida.

A cobrança foi considerada abusiva porque o cobrador telefonava insistentemente 
para números da empresa onde a mulher trabalhava, incluindo ramais da direção. Ainda
de acordo com o relato apresentado no processo, o funcionário tratava de forma rude
as pessoas que atendiam às chamadas.

A situação teve consequências diretas para a consumidora. Ela chegou a ser repreendida
pela chefia e passou a correr o risco de perder o emprego em razão da pressão relacionada
à dívida.

## Limites para a cobrança

O Código de Defesa do Consumidor permite que credores realizem a cobrança de dívidas
em aberto, mas proíbe práticas que exponham o devedor a situações vexatórias. Esse
foi o fundamento utilizado pela Justiça para reconhecer o abuso na conduta do banco.

Inicialmente, a consumidora pediu uma indenização de R$ 78 mil. O valor, no entanto,
foi reduzido, e a Justiça fixou a reparação por danos morais em R$ 5 mil.

## E-mail reforçou as provas

Um e-mail enviado pela empresa onde a mulher trabalhava a uma funcionária do banco
foi considerado relevante para confirmar o abuso. Na mensagem, a empresa relatou
que o cobrador fazia chamadas insistentes para diferentes ramais e utilizava linguagem
grosseira e desrespeitosa.

O comportamento foi comparado ao de um agiota por causa da forma usada nas ligações.
O relato ajudou a demonstrar que a cobrança ultrapassou os limites da relação comercial
e interferiu na rotina profissional da consumidora.

O caso reforça que o direito de cobrar uma dívida não autoriza humilhações nem pressão
psicológica contra quem está em débito. Em situações semelhantes, o consumidor pode
reunir provas, como mensagens e testemunhas, para buscar reparação judicial.
