Na última sexta-feira (22), um crime brutal chocou o homem-com-picareta/” title=”Maranhão” target=”_blank”>Maranhão. A bailarina Camila Gomes, do Eneide Circus, foi vítima de estupro durante um assalto ao circo onde trabalhava, em Central do Maranhão, a cerca de 68 km de São Luís. A artista relatou o crime em suas redes sociais, compartilhando detalhes aterrorizantes do ataque, que aconteceu na frente de sua família. Até o momento, os criminosos seguem foragidos.
Os detalhes do ataque
Segundo Camila, cinco homens armados invadiram o circo e ordenaram que todos se deitassem no chão. Durante o ataque, o marido da artista tentou fugir, mas foi alvo de disparos, que, felizmente, não o atingiram.
Enquanto um dos criminosos ameaçava a família, outros arrastaram Camila pelos cabelos até um trailer, onde ocorreu a violência sexual. A bailarina revelou que sua filha de apenas 11 meses estava no local, dormindo, enquanto o crime era cometido.
“Eles pediram dinheiro, mas, quando perceberam que eu tinha pouco, começaram as agressões. Fui arrastada e estuprada enquanto minha família assistia, impotente. É um trauma que não desejo a ninguém”, desabafou a artista em um vídeo emocionado.
“Já tinha visto sua apresentação no circo”
Outro detalhe perturbador veio à tona durante o relato. Segundo Camila, um dos agressores afirmou já ter assistido a uma apresentação dela no circo, indicando que o crime pode ter sido premeditado. “Ele disse que já tinha visto minha apresentação. Ele veio com a intenção de fazer o que fez”, contou a bailarina, aos prantos.
Impunidade e a busca por justiça
O crime ocorreu enquanto o circo estava em turnê pela região. Apesar da gravidade do ataque, até o momento, ninguém foi preso. A polícia segue investigando o caso, mas a sensação de impunidade aumenta a indignação da vítima e da população.
A tragédia gerou grande repercussão nas redes sociais, com internautas pedindo justiça e cobrando respostas das autoridades do Maranhão.
A reação da artista
Camila Gomes usou suas redes sociais para expor o ocorrido e agradecer por sua vida e pela segurança de suas filhas. “Graças a Deus, minhas filhas estão bem. Mas eu jamais serei a mesma. Vou lutar para que esses homens sejam punidos”, disse.
A comoção gerada pelo caso levantou debates sobre a vulnerabilidade de artistas itinerantes, que muitas vezes enfrentam situações precárias e estão expostos a riscos em locais afastados.
