Teve a impressão que o preço do leite teve um aumento nos últimos meses? Pois é, não é impressão sua não. Depois de um período de queda no ano passado, o preço do leite longa vida acumulou uma alta de 11,7% em março, de acordo com dados do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo). Derivados como queijo, iogurte e leite em pó também ficaram mais caros.
Apesar da notícia deixar muita gente preocupada, 51% dos brasileiros podem não ser afetados, já que essa porcentagem considerável da população brasileira tem tendência genética à intolerância à lactose.
O aumento do preço do leite não tem um único motivo, sendo explicado por uma combinação de fatores, como a redução da produção, o aumento nos custos de produção e o impacto da guerra no Irã, principalmente sobre os combustíveis.
“Ciclo do leite” explica o aumento do preço do produto
O economista André Braz explica que o principal fator por trás da alta é o “ciclo do leite”. No ano passado, o setor viveu um período de preços muito baixos, diminuindo a margem de lucro do produtor e, consequentemente, reduzindo investimentos e produção no setor. Em 2026, esse efeito aparece com menos leite disponível, pressionando os preços para cima.
Outro fator, além da queda de produção, é o da estação. O início do ano costuma ter menos produtividade nas pastagens, aumentando os custos de alimentação do gado e limitando a produção. “O leite é um produto que apresenta sazonalidade, isso quer dizer que tem épocas do ano que o leite tradicionalmente sobe de preço e tem a ver com o inverno, a aproximação do outono-inverno, onde o volume de chuva já fica menor, isso diminui muito a qualidade das pastagens”, pontua Braz ao Terra.
