Os associados da Ponte Preta rejeitaram a criação de uma Sociedade Anônima do Futebol (SAF) para administrar as atividades relacionadas ao futebol do clube. A decisão foi tomada neste sábado, no Salão Nobre do Estádio Moisés Lucarelli, em Campinas, durante uma Assembleia Geral Extraordinária.
Dos 676 associados aptos a votar, 384 compareceram. Como o estatuto exigia dois terços dos votos dos presentes, eram necessários 256 votos favoráveis. A proposta recebeu 234 votos a favor e 150 contra. Por não alcançar o quórum mínimo, a criação da SAF foi rejeitada.
O modelo submetido à votação previa a cisão do departamento de futebol, sem envolver o patrimônio da Ponte Preta. A assembleia não analisaria uma proposta de investidor nem definiria a venda da SAF. A diretoria afirma ter uma oferta de aproximadamente R$ 1 bilhão, que seria discutida posteriormente caso a criação do modelo fosse aprovada.
Processo pode recomeçar
Com o resultado, o processo volta à estaca zero. Segundo o diretor jurídico José Henrique Specie, uma eventual retomada exigiria a criação de uma comissão, a elaboração de um parecer e a análise pelos conselhos Fiscal e Deliberativo, antes de uma nova assembleia de associados.
A votação ocorreu após o adiamento da primeira tentativa, em 24 de agosto, que terminou sem deliberação em meio a confusões e decisões judiciais. Nesta nova reunião, foram adotadas medidas determinadas pela Justiça, como a divulgação prévia da lista de votantes, a presença de tabeliães e a filmagem do processo.
A rejeição acontece durante uma crise financeira e esportiva. A Ponte enfrenta atrasos salariais recorrentes desde 2025, está na lanterna da Série B, com 10 pontos, e soma 22 jogos sem vencer na competição.
