# Artigo critica fala de Lilia Schwarcz sobre o Pix

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- Published: 2026-10-11T18:13:47-03:00
- Author: Felip trends

Um artigo de opinião critica um vídeo publicado no Instagram por Lilia Moritz Schwarcz,
historiadora e ocupante da cadeira 9 da Academia Brasileira de Letras (ABL), no 
qual ela afirmou: “Gente, corre lá para fazer bastante Pix, porque daqui a pouco
acabou”. Em seguida, completou: “Isso, se o Flávio ganhar”.

O autor sustenta que a fala não apresenta informação factual e a classifica como
estratégia eleitoral baseada no medo. Para contestá-la, afirma que o Pix é operado
pelo [Banco Central](https://nordeste7.com.br/artigo-critica-trajetoria-da-divida-e-alerta-para-desafios-fiscais-a-partir-de-2027/),
instituição com autonomia legal desde 2021, e que o sistema foi lançado em novembro
de 2020, durante o governo de Jair Bolsonaro. Também diz que a campanha de Flávio
Bolsonaro declarou defender a gratuidade do Pix e rejeitar taxas sobre as transações.

O texto compara a publicação a uma controvérsia de 2020. Naquele ano, Schwarcz publicou
na Folha de S.Paulo uma crítica ao álbum visual _Black is King_, de Beyoncé. O artigo
foi intitulado com a acusação de que a cantora erraria ao “glamourizar a negritude”,
e Schwarcz recebeu críticas nas redes sociais por abordar o tema sendo branca.

Em resposta no X, a historiadora escreveu: “Errei e peço desculpas aos feminismos
negros e aos movimentos negros”. O artigo interpreta o episódio como uma renúncia
ao debate sobre a obra e relaciona essa leitura ao conceito de falsa consciência
do filósofo francês Joseph Gabel, apresentado em seu livro _La Fausse Conscience_,
de 1962.

Na conclusão, o autor critica o uso da ABL como respaldo simbólico para declarações
que considera falsas e defende que a instituição preserve sua missão ligada à língua
e à literatura. O texto encerra com a afirmação de que “imortal” deveria ser a obra,
não a mentira.
