# Após Reino Unido banir venda de cigarros, Brasil também prevê mudança até 2030

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- Published: 2026-05-29T04:39:40-03:00
- Author: Felip trends

O Reino Unido aprovou uma das medidas antitabagistas mais rígidas do mundo ao decidir
que pessoas nascidas a partir de 1º de janeiro de 2009 nunca poderão comprar [cigarros](https://nordeste7.com.br/nova-lei-proibe-venda-de-cigarros-nestes-4-paises-da-europa/)
legalmente no país. A nova legislação, que aguarda apenas a sanção do rei Charles
III.

Diferentemente do modelo britânico, o [Brasil](https://nordeste7.com.br/aion-ut-novo-rival-do-byd-dolphin-mini-muito-mais-espacoso-chega-ao-brasil/)
não [prevê](https://nordeste7.com.br/mudanca-na-lei-preve-multa-de-transito-de-r-29-mil-com-suspensao-da-cnh/)
uma proibição total da [venda](https://nordeste7.com.br/moeda-de-5-centavos-com-erro-bifacial-pode-valer-ate-r-5-mil-voce-tem-uma-dessa/)
de cigarros. No entanto, estudos recentes indicam que o país deve atingir as metas
nacionais de redução do tabagismo nos próximos anos, impulsionado por campanhas 
de saúde pública e mudanças de comportamento da população.

A proposta aprovada no Reino Unido estabelece que a idade mínima para compra de 
cigarros e produtos derivados do tabaco aumentará progressivamente ano após ano 
a partir de 2027. Na prática, isso significa que os jovens que não completarem 18
anos antes dessa data jamais poderão adquirir cigarros legalmente.

Além da restrição geracional, a legislação britânica endurece regras para cigarros
eletrônicos e amplia as áreas livres de fumaça, incluindo espaços públicos ao ar
livre, como playgrounds infantis, áreas próximas a escolas e hospitais.

## **Brasil projeta queda no tabagismo até 2030**

Enquanto o Reino Unido aposta em uma medida radical, o Brasil segue um caminho baseado
em metas de saúde pública e redução gradual do consumo. Um estudo publicado na revista
científica _The Lancet Regional Health_ aponta que o país deverá alcançar os objetivos
nacionais de combate ao tabagismo até 2030.

A pesquisa foi conduzida por especialistas da Universidade Federal de São Paulo (
Unifesp) em parceria com o Ministério da Saúde e utilizou dados de mais de 643 mil
adultos entrevistados pelo Vigitel entre 2009 e 2023.

O levantamento faz parte do Plano de Ações Estratégicas para o Enfrentamento das
Doenças Crônicas e Agravos Não Transmissíveis no Brasil, que estabelece como meta
reduzir o consumo de tabaco em 40% até o fim da década.

Segundo os pesquisadores, o país [também](https://nordeste7.com.br/se-voce-tambem-escuta-esse-barulho-na-sua-casa-entao-deve-ter-muito-cuidado/)
deverá atingir os objetivos de redução do consumo regular de bebidas açucaradas.
Em contrapartida, indicadores ligados à obesidade, diabetes, hipertensão e consumo
abusivo de álcool tendem a piorar nos próximos anos.

## **Tabagismo ainda provoca milhões de mortes**

Dados internacionais reforçam o impacto do cigarro na saúde pública mundial. Segundo
estimativas globais, o tabaco mata mais de 7 milhões de pessoas por ano, incluindo
cerca de 1,6 milhão de não fumantes expostos ao fumo passivo.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta ainda que aproximadamente 80% dos 1,3
bilhão de usuários de tabaco vivem em países de média e baixa renda.

No Brasil, especialistas destacam que políticas como restrições à publicidade, ambientes
livres de fumaça, aumento de impostos e campanhas educativas ajudaram a reduzir 
significativamente o número de fumantes nas últimas décadas.

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