Após pisar no pé de traficante do Comando Vermelho, jovem é morto e tem órgãos doados pela familia

Jovem de 18 anos foi morto após pisar no pé de traficante em baile funk no RJ. A família transforma a dor em solidariedade ao autorizar a doação de seus órgãos para salvar vidas.

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A família de Kauan Galdino Florêncio Pereira, 18 anos, que foi morto após pisar no pé de um traficante, autorizou a doação de seus órgãos. O jovem teve a morte cerebral confirmada na última quinta-feira (2), um dia após ser baleado durante um baile funk em Queimados, na Baixada Fluminense, Rio de Janeiro.

Segundo a Prefeitura de Nova Iguaçu, a captação dos órgãos aconteceu na manhã deste sábado (4), no Hospital Geral de Nova Iguaçu. O fígado e os rins do jovem serão destinados a pacientes que aguardam na fila de transplantes, conforme determina a legislação brasileira, que impede a identificação do doador às famílias beneficiadas.

Essa foi a primeira captação de órgãos realizada na cidade em 2024, transformando uma tragédia familiar em esperança para aqueles que lutam por uma nova chance de vida.

Relembre o caso

Kauan foi baleado na cabeça durante um baile funk após supostamente pisar no pé de um traficante. Segundo relatos da família, o jovem era um sonhador, com planos de ingressar no Exército Brasileiro. Na virada do ano, ele recebeu uma mensagem oficial confirmando que serviria na Brigada de Infantaria Paraquedista, um de seus maiores sonhos.

“Meu filho começou a dançar e pular de alegria ao receber a notícia. Ele tinha dois sonhos: ser jogador e paraquedista”, relatou o pai, Renato Pereira, emocionado.

O caso foi registrado na 55ª DP (Queimados), e a Polícia Civil segue investigando a autoria do crime. De acordo com informações divulgadas pela TV Globo, o traficante que teria disparado contra Kauan pode ter sido morto por ordem de uma facção criminosa.

Família transforma dor em esperança

Apesar da imensa dor, a família de Kauan decidiu honrar sua memória com um ato de generosidade: a doação de seus órgãos. A decisão foi um gesto de solidariedade que proporcionará uma nova chance de vida para pacientes que aguardam na fila de transplantes.

Esse ato heroico contrasta com a violência que ceifou a vida do jovem e reforça o poder da doação de órgãos para transformar tragédias em novas oportunidades para quem precisa.

Autoridades continuam investigações

A Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense apura as circunstâncias do crime e possíveis retaliações entre facções envolvidas. A busca pela justiça para Kauan segue como prioridade para a família, que agora lida com o luto e busca preservar a memória do jovem como um exemplo de amor ao próximo.

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