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DIVIDENDOS

Allos supera Vale e é a segunda ação mais recomendada para dividendos em outubro

Allos recebeu nove recomendações para carteiras de dividendos de outubro e ficou à frente da Vale. Petrobras lidera o levantamento, com dez indicações.

Allos supera Vale e é a segunda ação mais recomendada para dividendos em outubro

A Allos (ALOS3) superou a Vale (VALE3) em recomendações para carteiras de dividendos de outubro e ocupa a segunda posição no levantamento do Money Times. A administradora de shopping centers recebeu nove indicações, uma a mais que a mineradora. A Petrobras (PETR4) lidera, com dez.

Entre os argumentos favoráveis à Allos estão os resultados operacionais, o pagamento mensal de proventos e as perspectivas de retorno aos acionistas. A Ágora destaca o portfólio resiliente, os ganhos de eficiência e a política de remuneração da companhia.

No segundo trimestre de 2026, a receita líquida da empresa aumentou 11,6% em relação ao mesmo período do ano anterior. O Ebitda ajustado avançou 10,5%, para R$ 525 milhões, enquanto as despesas gerais e administrativas caíram 5,6%.

Nos shoppings, a taxa de ocupação ficou em 96,2%, a inadimplência líquida foi de 1,4% e as vendas cresceram 4,6%, sem considerar o Shopping Tijuca. A Ágora também menciona a venda de participações menos estratégicas e o aumento da exposição a ativos selecionados.

Outro ponto citado pela corretora é a estruturação de um fundo imobiliário com a Kinea. O projeto pode liberar recursos para novos investimentos e gerar receitas recorrentes de gestão. A dívida líquida da Allos equivale a 1,7 vez o Ebitda.

O BB Investimentos estima dividend yield de 11,9% para a ação e manteve o papel com peso de 10% em sua carteira de dividendos. Na carteira da Ativa, a participação também é de 10%; o relatório registra proventos de R$ 0,29 por ação.

Eleição e fatores externos no radar

O cenário de outubro inclui a disputa eleitoral, com segundo turno previsto para o dia 25. O BB Investimentos avalia que a proximidade do desfecho pode aumentar a volatilidade e levar a bolsa a oscilações menos ligadas aos fundamentos das empresas. O banco também aponta dúvidas sobre a continuidade da redução dos prêmios na curva de juros, sobretudo nos prazos mais longos.

Entre os fatores externos acompanhados estão a política tarifária dos Estados Unidos e os conflitos no Oriente Médio, em meio às preocupações com inflação e juros. Para carteiras de dividendos, o contexto reforça a atenção à geração de caixa, ao endividamento e à capacidade de manter pagamentos aos acionistas.

Petrobras mantém a liderança

A Petrobras aparece em dez carteiras, com peso de 10% nas recomendações da Ativa e do BB Investimentos. Para o portfólio do BB, o dividend yield esperado é de 11,4%. A instituição cita aumento da produção, custos competitivos de extração e entrada de novas plataformas entre os fatores favoráveis. Também aponta preços atrativos para as ações, baixa alavancagem e perspectivas de dividendos, mas ressalta que a demanda global e os desdobramentos do conflito no Oriente Médio devem ser acompanhados.

O levantamento reuniu carteiras recomendadas para outubro de 15 bancos e corretoras. Além de Petrobras, Allos e Vale, aparecem Copel, com oito indicações; Itaúsa e Itaú Unibanco, com sete cada; Axia Energia, com cinco; e Caixa Seguridade, Cury e ISA Energia, com quatro cada. O ranking considera o número de vezes que cada empresa foi indicada.