# A planta ligada a pesquisas da NASA chamou atenção em estudos, mas não deve ser tratada como cura para o câncer

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- Published: 2026-07-16T00:39:28-03:00
- Author: Felip trends

Com folhas verdes e fácil adaptação a ambientes internos, a jiboia (_Epipremnum 
aureum_) é uma das plantas ornamentais mais populares do Brasil. Nos últimos anos,
a espécie passou a chamar [atenção](https://nordeste7.com.br/crianca-prodigio-chamou-atencao-aos-dois-anos-com-qi-comparado-ao-de-einstein-e-virou-caso-raro-de-inteligencia-precoce/)
por causa de [pesquisas](https://nordeste7.com.br/pesquisas-recentes-analisam-os-efeitos-do-consumo-diario-do-cafe-no-cerebro-no-sono-na-saude-mental-e-ate-na-expectativa-de-vida/)
conduzidas pela NASA sobre a qualidade do ar em ambientes fechados, o que levou 
à circulação de informações relacionando a [planta](https://nordeste7.com.br/nao-e-a-espada-de-sao-jorge-a-planta-que-os-especialistas-em-feng-shui-indicam-para-colocar-na-entrada-da-casa-como-simbolo-de-prosperidade-e-muito-mais-discreta/)
à prevenção de doenças.

Embora [estudos](https://nordeste7.com.br/as-duas-memorias-de-infancia-que-marcam-para-sempre-a-vida-adulta-segundo-estudos-psicologicos/)
tenham mostrado que a jiboia é capaz de absorver alguns poluentes presentes no ar,
pesquisadores e órgãos de saúde ressaltam que ela não deve ser encarada como uma
forma de prevenir ou tratar o [câncer](https://nordeste7.com.br/anvisa-proibe-mais-de-500-produtos-por-risco-de-cancer-e-infertilidade/).
A própria pesquisa analisou apenas o comportamento da planta diante de substâncias
químicas em condições controladas de laboratório.

## Estudo da NASA investigou a presença de poluentes em ambientes internos

A relação entre a jiboia e a purificação do ar ganhou notoriedade após a publicação
do estudo _Interior Landscape Plants for Indoor Air Pollution Abatement_, realizado
pela NASA em parceria com a Associação Nacional de Paisagistas dos Estados Unidos,
em 1989.

O objetivo do trabalho era avaliar a capacidade de plantas ornamentais de remover
compostos orgânicos voláteis presentes em locais fechados, como escritórios, casas
e futuras estações espaciais. Nos testes, as espécies foram colocadas em câmaras
seladas para medir sua eficiência na absorção de diferentes substâncias.

Entre os compostos analisados estavam:

 * Formaldeído, encontrado em móveis, tecidos e produtos de limpeza;
 * Benzeno, presente em combustíveis, plásticos e tintas;
 * Tricloroetileno, utilizado em solventes industriais;
 * Xileno e amônia, comuns em materiais de construção e produtos de limpeza.

A jiboia apareceu entre as plantas com melhor desempenho nos experimentos realizados
em laboratório.

## Compostos analisados podem representar riscos à saúde

Parte das substâncias estudadas pela NASA é classificada como cancerígena ou potencialmente
cancerígena quando há exposição prolongada e em determinadas concentrações.

O formaldeído, por exemplo, integra a lista de agentes cancerígenos da Agência Internacional
para Pesquisa sobre o Câncer (IARC), vinculada à Organização Mundial da Saúde (OMS).
Já o benzeno é associado ao aumento do risco de alguns tipos de câncer, especialmente
doenças que afetam o sangue.

No entanto, o Instituto Nacional de Câncer (Inca) destaca que o câncer é uma doença
multifatorial, influenciada por fatores genéticos, ambientais e comportamentais.
Entre os principais fatores de risco estão o tabagismo, o consumo excessivo de álcool,
a obesidade, a exposição solar sem proteção e o contato frequente com determinados
agentes químicos.

## Pesquisadores questionam os efeitos em ambientes reais

Apesar dos resultados obtidos pela NASA, cientistas afirmam que os testes foram 
realizados em condições muito diferentes das encontradas em residências e escritórios.

Em 2019, um estudo publicado na revista científica _Journal of Exposure Science &
Environmental Epidemiology_ revisou dezenas de pesquisas sobre plantas e qualidade
do ar. Os autores concluíram que seriam necessárias centenas de plantas por metro
quadrado para reproduzir, em ambientes reais, os mesmos efeitos observados nos laboratórios.

Os pesquisadores ressaltam que a ventilação adequada e a redução das fontes de poluição
continuam sendo medidas mais eficazes para melhorar a qualidade do ar em locais 
fechados.

## Ventilação e controle da poluição seguem como principais recomendações

A Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA) recomenda medidas como 
manter portas e janelas abertas sempre que possível, controlar a umidade dos ambientes
e reduzir o uso de produtos químicos agressivos.

Nesse contexto, plantas ornamentais podem contribuir para o conforto e o bem-estar,
mas não substituem soluções estruturais para melhorar a qualidade do ar.

Além da possível contribuição para a filtragem de alguns poluentes, a jiboia se 
destaca pela facilidade de cultivo. A espécie tolera ambientes com pouca iluminação,
exige poucos cuidados e pode ser cultivada em vasos ou jardins verticais.

Especialistas alertam, porém, que a planta pode ser tóxica para cães e gatos caso
seja ingerida, devido à presença de cristais de oxalato de cálcio em suas folhas
e caules.

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