# A pior ditadura é a do Poder Judiciário

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- Published: 2026-10-23T23:00:12-03:00
- Author: Felip trends

A eleição de domingo (25) definirá o próximo presidente e também quem poderá indicar
ministros ao Supremo Tribunal Federal (STF). Como essas nomeações podem afetar a
composição da Corte por décadas, os candidatos devem dizer que limites defendem 
para o tribunal. O resultado do primeiro turno fortaleceu no Congresso parlamentares
favoráveis a restringir os poderes dos ministros.

Este artigo sustenta que decisões tomadas em nome da defesa da democracia ultrapassaram
os limites do Judiciário e restringiram direitos. Também chama atenção para Dias
Toffoli. Em 2007, Marcelo Odebrecht perguntou a executivos se haviam fechado negócio
com o “amigo do amigo do meu pai”. Anos depois, segundo o próprio Odebrecht, disse
à Polícia Federal que o apelido se referia a Toffoli, então advogado-geral da União,
e que a conversa envolvia assuntos ligados às hidrelétricas do Rio Madeira. A mensagem
não comprova pagamento de propina nem interferência nas obras.

Em 2019, Toffoli instaurou por iniciativa própria o Inquérito das Fake News e designou
Alexandre de Moraes como relator. Naquele ano, Moraes determinou que a revista _Crusoé_
retirasse do ar uma reportagem sobre o apelido; a publicação voltou a ficar disponível
três dias depois. O inquérito segue aberto, sob relatoria de Edson Fachin.

No caso do Banco Master, a Polícia Federal levantou a hipótese de que Toffoli fosse
beneficiário final ou proprietário de fato do fundo Arleen, que recebeu R$ 35 milhões
de Daniel Vorcaro. O relatório citou encontros, viagens em aeronaves ligadas a empresas
de Vorcaro e uma possível mudança de voto em processo de interesse do banco. Não
apresentou conclusões definitivas e recomendou novas apurações. Toffoli nega ter
mantido recursos no exterior, afirma que os valores ligados à venda de cotas do 
resort Tayayá foram inferiores a R$ 35 milhões e rejeita ter mudado de voto por 
influência do banqueiro.

Em fevereiro, Toffoli deixou a relatoria após reunião com os demais ministros. O
STF afirmou que não cabia reconhecer formalmente sua suspeição, e os processos foram
redistribuídos. Até 2030, o próximo presidente poderá indicar quatro ministros, 
sujeitos à aprovação do Senado: para a vaga de Luís Roberto Barroso e para as aposentadorias
previstas de Luiz Fux, Cármen Lúcia e Gilmar Mendes. O artigo defende que a cobrança
sobre os limites da Corte ocorra antes do voto e evoca Rui Barbosa: o Judiciário
não é infalível.
