Viajar continua sendo um dos principais objetivos de muita gente, mas a forma como isso é feito está mudando rápido. O que antes era considerado o “destino dos sonhos” já não tem o mesmo peso para uma nova geração que busca algo além do básico.
Em vez de repetir roteiros conhecidos, muitos jovens estão optando por caminhos menos óbvios. Essa mudança não acontece por acaso e revela uma forma diferente de enxergar o turismo e o próprio consumo de experiências.
Por que a Geração Z está deixando destinos tradicionais de lado
Uma pesquisa da empresa Dragonpass mostra que quase metade dos jovens da Geração Z procura ativamente lugares menos conhecidos. Ao mesmo tempo, cerca de metade deles prioriza experiências ligadas à cultura local, como gastronomia, tradições e estilo de vida.
Esse comportamento ajuda a explicar por que destinos famosos, como grandes capitais europeias ou praias muito populares, perderam espaço para regiões menos exploradas. O foco deixou de ser apenas o lugar em si e passou a ser o que pode ser vivido ali.
Outro ponto importante é a independência. Muitos jovens preferem montar o próprio roteiro em vez de comprar pacotes prontos. Isso permite mais liberdade para escolher atividades, horários e até mudar de planos durante a viagem.
Os destinos que estão ganhando espaço entre os jovens
Com essa mudança, alguns lugares que antes não estavam no radar do turismo de massa começaram a ganhar destaque. Entre os mais citados estão:
- Montenegro, conhecido pela Baía de Kotor e paisagens naturais
- Albânia, com praias e cidades históricas ainda pouco exploradas
- Cabo Verde, que mistura cultura, música e atividades no mar
- Coreia do Sul, com forte cena cultural em cidades como Seul
- Taiwan, com mercados noturnos e roteiros de natureza
Esses destinos têm algo em comum: oferecem experiências mais autênticas, contato com a cultura local e, muitas vezes, custos mais acessíveis em comparação com pontos turísticos tradicionais.
O novo perfil de quem viaja mais e planeja sozinho
Além de escolher destinos diferentes, a Geração Z também mudou a forma de organizar suas viagens. Muitos preferem viajar sozinhos e se sentem confortáveis em planejar tudo por conta própria.
Os dados mostram ainda que viagens passaram a ser prioridade para esse público. Uma parte significativa dos jovens prefere investir em experiências do que em bens materiais, como imóveis.
Outro comportamento que chama atenção é a frequência. Há quem já comece a planejar a próxima viagem assim que retorna da anterior, mostrando uma relação mais constante com o turismo.
O impacto dessa mudança no setor de turismo
Esse novo perfil de viajante está forçando o mercado a se adaptar. Empresas que antes ofereciam pacotes fechados agora precisam pensar em opções mais flexíveis e personalizadas.
A busca por experiências reais, contato com a cultura local e autonomia nas decisões tem mudado a lógica do setor. Destinos antes considerados secundários ganham visibilidade, enquanto roteiros tradicionais precisam se reinventar.
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