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5 discos favoritos de Bruce Dickinson, vocalista do Iron Maiden

Bruce Dickinson costuma falar com naturalidade sobre os discos que marcaram sua formação musical. Em material compilado pelo site Far Out, a partir de entrevistas e participações do cantor em programas da BBC, o vocalista do Iron Maiden listou álbuns que ouviu repetidamente e que…

Bruce Dickinson costuma falar com naturalidade sobre os discos que marcaram sua formação musical. Em material compilado pelo site Far Out, a partir de entrevistas e participações do cantor em programas da BBC, o vocalista do Iron Maiden listou álbuns que ouviu repetidamente e que ajudaram a moldar sua identidade artística antes e depois de alcançar projeção mundial.

Entre as muitas referências citadas por Dickinson ao longo dos anos, cinco discos aparecem com destaque por influência direta em sua carreira e por histórias associadas ao período em que ele ainda estava descobrindo o rock britânico dos anos 1970. As escolhas revelam uma preferência clara pelo hard rock e pelo heavy metal daquela década, gêneros que mais tarde serviriam de base para o som do Iron Maiden.

O primeiro grande impacto veio com In Rock, do Deep Purple, lançado em 1970. Segundo relatos do próprio cantor, o contato com o álbum aconteceu quando ele era estudante interno. Um som alto vindo de outro quarto despertou sua curiosidade. Ao perguntar o que estava tocando, ouviu que era “Speed King”, do Deep Purple, antes de a porta ser fechada. A partir dali, Dickinson passou a ouvir o disco repetidamente, tratando-o como um marco pessoal em sua relação com a música pesada.

Rivalidades históricas e influências vocais

Outro álbum citado por Bruce Dickinson é Aqualung, do Jethro Tull, lançado em 1971. A admiração por esse trabalho foi tão grande que o Iron Maiden gravou uma versão de “Cross-Eyed Mary” nos anos 1980. Em entrevistas, Ian Anderson, líder do Jethro Tull, comentou que a banda manteve a tonalidade original da canção, pensada para um barítono, o que representou um desafio vocal significativo para Dickinson, conhecido por sua extensão como tenor.

A lista também inclui Led Zeppelin IV, de 1971. Apesar de Dickinson já ter declarado preferência pelo Deep Purple quando o assunto é rivalidade no rock britânico, ele reconhece a importância do Led Zeppelin. O vocalista costuma destacar a influência das raízes folk inglesas da banda e a performance direta de Robert Plant nos primeiros anos do grupo.

Completam a seleção Vol. 4, do Black Sabbath, lançado em 1972, e Rising, do Rainbow, de 1976. Ambos são frequentemente citados por Dickinson como referências fundamentais de peso, atmosfera e construção musical. Essas obras ajudaram a definir o caminho estético que ele seguiria no Iron Maiden, especialmente na combinação de vocais intensos, riffs marcantes e composições longas.

Além desses cinco discos, o levantamento divulgado pelo Far Out aponta que Bruce Dickinson também mencionou álbuns de artistas como Jimi Hendrix, AC/DC e o próprio Iron Maiden, com The Number of the Beast, reforçando o impacto contínuo dessas referências ao longo de sua trajetória artística.